Dúvidas na hora encarar o bisturí?

 

Foto: Demétrio Xavier

Com a chegada do verão, o pânico em mostrar as imperfeições do corpo na hora de curtir uma praia já começa a assombrar a cabeça de algumas mulheres e homens. A falta  de tempo ou disposição para malhar e  encarar uma dieta faz com que a ideia de procurar um cirurgião plástico pareça tentadora. Há ainda aqueles que, mesmo depois de ter suado a camisa o ano todo na academia ainda exibe pneuzinhos que insistem em dar sinal de vida, ai não tem jeito, é hora de procurar um especialista. O cirurgião plástico Dr. Alexandre Audi é formado pela USP, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e  Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o especialista fez residência em um dos hospitais da Harvard Medical School. Confira a entrevista:

Fale um pouco sobre a sua carreira e por que optou em ser cirurgião plástico?

Me formei pela Faculdade de Medicina da USP. Tive a incrível oportunidade de ser um MS3 (medical student) em um dos hospitais da Harvard Medical School, durante meu internato. Fiz residência de cirurgia geral e de cirurgia plástica no Hospital das Clínicas, e, após o término da residência, me especializei em microcirurgia em reconstrução de mamas, no Instituto do Câncer em São Paulo. Optei por ser cirurgião plástico, porque sempre me fascinou a possibilidade de conferir ou devolver a autoestima de forma tão objetiva por intermédio do corpo.   Qual a sensação de ver um corpo transformado pelo bisturi? Presenciar a felicidade, somada às mudanças de postura e de atitude dos pacientes operados, é extremamente gratificante.

Qual é a cirurgia que tem mais procura em seu consultório?

A cirurgia mais procurada é a da prótese de mamas, seguida pela lipoaspiração e abdominoplastia.

Quais os maiores riscos em procedimentos como lipoaspiração e silicone?

Os maiores riscos nessas cirurgias são a trombose venosa profunda e a infecção, que prevenimos com o uso de meias elásticas, compressores pneumáticos intermitentes durante a cirurgia e, eventualmente, medicações, além da técnica antisséptica associada ao antibiótico-profilaxia.   Existe exagero na procura por essas cirurgias? O senhor diria que existe uma banalização das cirurgias plásticas? No meu consultório, não acredito haver exagero na procura por essas cirurgias e também não acho que existe uma banalização. Infelizmente, existem, sim, médicos e outros profissionais que acabam gerando graves complicações por exercerem procedimentos para os quais não estão habilitados e, muito menos, familiarizados.   A busca pela beleza é comum em qualquer classe social? A busca pela beleza é comum a todas as raças e classes sociais sim, com alguns padrões diferentes de beleza.

O senhor já pensou em passar pelo bisturi?

Até o momento, nunca pensei em ser operado.

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